Ensaiei muito antes de vir escrever isto aqui. E estou até triste pelo post de hoje. Meu blog é um retrato da minha vida. Aqui no blogspot, desde junho de 2009, quando eu descobri estar grávida do Mateus, eu escrevo. É bom voltar nos arquivos, reler o que eu escrevi relembrar momentos bons e ruins da vida (e ver o tanto que avancei neste tempo, ver que eu venci vários medos, acompanhar meu amadurecimento). Só que a vida está mudando, meu tempo tornou-se limitadíssimo (mãe em dobro, dona de casa e profissional). Minha rotina está apertada: trabalhando de segunda a sexta o dia todo (antes eu gerenciava tecnicamente dois projetos da empresa, hoje são cinco), à noite tentando dar atenção para os meus filhos (tem dias que até jantar e tomar banho fica difícil, eles exigem muito a minha atenção) e nos finais de semana, além da atenção à família, sempre tem alguma coisa de casa pra fazer. Quando sobra um tempinho pra mim, adoro ler, e até isso tem ficado cada vez mais difícil de fazer, às vezes bate um cansaço e eu só dou conta de ficar parada, sem fazer nada, nem que seja por cinco minutos. Por conta de toda essa falta de tempo, o blog está cada vez mais abandonado. E me dói o coração vê-lo assim, é meu terceiro filho (ou primeiro, visto que ele veio antes do Mateus, hi hi).
Não tenho coragem de parar de postar pra sempre. Até por que não conseguiria. Mas vendo que as postagens estão cada vez mais espaçadas, resolvi dar um tempo de vez. Ficar um tempo sem vir aqui. Além da falta de tempo para postar, ultimamente estava postando por obrigação (!), para o blog não ficar com cara de abandonado. E este não é o objetivo. O objetivo é vir postar com prazer, falar do meu dia-a-dia, da minha vida, do crescimento dos meus filhos e do amor que tenho por eles. E essas coisas não escrevemos por obrigação. Escrevemos com o coração. Quantas e quantas vezes, nos raros momentos de folga, abri a página de postagens pra escrever alguma coisa, e fiquei parada, olhando, sem saber por onde começar ou o que escrever (embora novidades não faltem!). Percebi que quando isso começa a acontecer, alguma coisa está errada. Falta entusiasmo.
Ainda virei por aqui ver as atualizações dos blogs de vocês. Sempre que der deixarei comentários. Quem quiser, pode me adicionar no facebook clicando aqui, embora o tempo curto não deixe que eu apareça muito por lá também. Pelo menos lá vou colocando fotos recentes.
Não estou encerrando o blog definitivamente. Estou só dando um tempo, vendo se me volta o entusiasmo de antes. Não sei quanto tempo ele demorará para voltar. Espero que volte rápido e eu me veja novamente aqui, nesta página de postagens escrevendo sobre meu dia-a-dia, as novidades das crianças, seus desenvolvimentos, peripécias... e espero tê-las novamente como minhas leitoras e amigas.
Deixo uma foto recente dos meus amores, pra vocês verem o tanto que eles cresceram. Estão muito amigos, brincam juntos e tudo, apesar das brigas normais entre irmãos.
Um grande beijo para cada uma, com muito carinho.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
No fim tudo deu certo
Oi gente,
Estou sumida, eu sei, mas é que a correria está grande, tenho trabalhado muito, até na hora do almoço e em casa estou sem internet, então já viu.
Bom, a festinha deu (super) certo! Minha madrasta pagou toda a decoração, meu pai conseguiu um dinheiro pra ajudar, minha irmã ajudou no que pode enfim, mesmo sendo em cima da hora e com poucas pessoas foi bom e Mateus ficou super satisfeito com a festa de palhaços. Comemoramos o terceiro aniversário do Mateus e o primeiro da Clara. Vejam algumas fotos:
Vou tentar ser mais assídua. Muita coisa tem acontecido e eu tenho deixado de publicar aqui por pura falta de tempo mesmo. Beijões.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Promessa é dívida...
No mês passado, passamos na porta de um buffet infantil pertinho da minha casa e estava tendo uma festa linda com uma decoração bem alegre e colorida e diversos palhaços espalhados pelo salão. Mateus falou: mamãe, queria uma festinha de palhaços. Falei à ele que em seu aniversário faria uma festinha de palhaços, ainda acreditando que Mateus fosse aquele garotinho que se esquecia das promessas no dia seguinte. Eis que durante todo o mês de janeiro, quando falávamos que seu aniversário estava chegando, ele repetia: e minha festa de palhaço também! Eu me angustiava porque janeiro está sendo o mês de mais aperto pra mim: muitas contas acumuladas e dívidas vindas do natal. O aniversário dos dois passou mas a lembrança diária de que eu prometi uma festinha de palhaços (e ele me cobra todo dia) não. Eis que resolvemos unir forças para realizar a tal festinha de aniversário com tema de palhaços. Minha madrasta deu a mesa (do Patati e Patatá, lá onde ela alugou não havia uma de palhaços de circo, como ele queria), comprei umas latas de leite condensado pra minha irmã fazer os brigadeiros, conseguimos uns litros de refri e uns pacotes de balão fiado no mercado e agora só tá faltando o bolo e os salgados, que meu pai vai ver se consegue. Faremos em casa mesmo. Espero que ele se contente por não ser a linda festa decorada de palhaços de circo que ele viu no buffet. E ficou o ensinamento: nunca mais prometer se não tiver a certeza de poder cumprir.
Beijos em todas. Saudades.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Feliz Aniversário Mateus!
Hoje foi um dia muito nostálgico pra mim. Faz três anos que me tornei mãe, e muitas coisas coisas se passaram na minha cabeça, foi como um filme e lembrei muito daquela terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (Quer relembrar comigo? Clique aqui).
Filho querido, meu pequeno príncipe, parabéns pelos seus 3 aninhos. Sou imensamente feliz por tê-lo como filho. Deus te abençoe infinitamente!!!
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Feliz Aniversário Clara!
Hoje a flor que chegou para embelezar meus dias, para fazer mais feliz os meus dias está completando 1 aninho!
Parabéns, filha! Que Deus proteja você de todos os males, que faça de você a pessoa mais feliz desse mundo. Te amo demais!
Volto depois pra escrever mais, nesse momento você está em meu colo, tentando mexer no computador, rss... está difícil escrever, rs.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Viajando a trabalho novamente...
Agora estou em Salvador-BA e fico aqui por 4 dias. A cidade é muito bonita, mas nada tira meu pensamento da minha casa. Porque nenhuma cena é mais linda do que o sorriso da Clara. Nenhum som é mais gostoso de ouvir do que as gargalhadas do Mateus. Nada é mais aconchegante do que o abraço do Thiago. Contando as horas pra voltar...
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Imagens do nosso Natal e desejos para o Ano-novo.
Pela primeira vez o Mateus passou a Noite de Natal com o pai. Eu estava super desanimada e às 22h fui fazer a Clara dormir e dormi junto. Nem ouvi os fogos de meia noite. Mas no domingo de natal fomos pra casa do meu pai, almoçamos todos lá e fiz essas imagens:
Clara com o papai, antes de sair de casa, mostrando o vestidinho e a sandalinha presentes da vovó (tenho a impressão de que ela está deixando de ter o semblante de bebê e começando a ter semblante de criança... sniff):
Abrindo os presentes do vovô e se divertindo (nas fotos com minha irmã caçula, Luana e minha Madrasta:
Esse ano não me animei muito para o Natal: não enfeitei a casa, não montei árvore, não fiz ceia. Fiquei um pouco cansada desse apelo comercial que tem no Natal (tanto que não comprei presentes, eles já ganham presentes o ano inteiro, sem depender de data. O Thiago foi que deu umas roupas de presente para eles). Também estou numa super correria no trabalho (tenho alguns produtos de gestão documental para entregar para um cliente da Bahia até dia 05/01) por isso ando até ausente dos blogs. Mas como todo ano sempre faço um balanço geral do ano que passou, assim o farei. Porém, só depois que passar essa correria. Enquanto isso, só posso dizer uma coisa desse ano que passou: 2011 foi um ano muito especial pois me troxe minha filha, a Clara. Espero que 2012 possa ser assim especial para muita gente:
Beijão pra todo mundo!
Clara com o papai, antes de sair de casa, mostrando o vestidinho e a sandalinha presentes da vovó (tenho a impressão de que ela está deixando de ter o semblante de bebê e começando a ter semblante de criança... sniff):
Abrindo os presentes do vovô e se divertindo (nas fotos com minha irmã caçula, Luana e minha Madrasta:
Esse ano não me animei muito para o Natal: não enfeitei a casa, não montei árvore, não fiz ceia. Fiquei um pouco cansada desse apelo comercial que tem no Natal (tanto que não comprei presentes, eles já ganham presentes o ano inteiro, sem depender de data. O Thiago foi que deu umas roupas de presente para eles). Também estou numa super correria no trabalho (tenho alguns produtos de gestão documental para entregar para um cliente da Bahia até dia 05/01) por isso ando até ausente dos blogs. Mas como todo ano sempre faço um balanço geral do ano que passou, assim o farei. Porém, só depois que passar essa correria. Enquanto isso, só posso dizer uma coisa desse ano que passou: 2011 foi um ano muito especial pois me troxe minha filha, a Clara. Espero que 2012 possa ser assim especial para muita gente:
Beijão pra todo mundo!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Muitos acontecimentos!
Correria total por aqui, gente!
Vou tentar contar por ordem dos acontecimentos. Relaxem que o post é grande!
Fui à Fortaleza para fazer o levantamento documental de um cliente nosso lá (pra quem não sabe, sou arquivista e trabalho em uma empresa que faz digitalização de documentos, dentre outras coisas). Fiquei apavorada com a idéia de passar 4 dias sem amamentar a Clara. Deixei ela mamar bastante até o último minuto. Na terça-feira 29/11, dia da minha viagem, ela acordou com febre. Meu vôo estava marcado para as 11h30 e 7h Thiago e eu estávamos com ela no hospital. Viraram ela de cabeço pra baixo e não encontraram nada (mas não pediram nenhum exame). O médico falou que poderia ser dente (estão nascendo os dois superiores) ou estomatite.
Viajei com o coração na mão, mas Thiago ficou com ela em casa todos os dias e se as coisas piorassem eu voltaria correndo (ou voando).
Não tive tempo nenhum de conhecer a cidade. Era do hotel para a empresa bem cedo e voltava à noite para o hotel. Não estava lá a passeio, queria fazer meu trabalho bem rápido para se precisasse voltar antes do tempo. As únicas fotos que tirei foram do terraço do hotel, onde ficava o restaurante onde eu tomava café da manhã todos os dias bem cedinho.
Era difícil me concentrar. Meu coração estava em Brasília, meus pensamentos também. Ligava pra casa toda hora pra saber notícias (foi um prejuízo de 200 reais em ligações). Na quarta ela ainda estava com febre, que passava após o antitérmico, depois voltava de novo. Na quinta ela piorou. A febre estava bem alta e ela teve uma crise (uma quase convulsão). Thiago correu com ela pro hospital. Depois de vários exames descobriram uma infecção urinária violenta nela. Tadinha, se tivessem pedido exame de urina desde a primeira consulta ela não teria ficado dois dias com febre... Falei com meus chefes e tentei antecipar minha volta, mas só conseguiram antecipar meu vôo umas 5 horas (viria na sexta à noite e anteciparam para sexta à tarde).
Foi horrível estar longe e não poder fazer nada. Mas a essa altura ela já estava medicada. O problema era outro: desde que eu viajei ela não dormia direito querendo mamar no peito (o Thiago disse que ela acordava toda hora chorando, me procurando). O Mateus só sentiu no último dia, que ele ficou meio tristinho. Nos outros dias ele ficou de boa, com minha mãe. Enfim, cheguei na sexta e quase chorei de emoção na sala de desembarque ao vê-los no vidro, tentando me ver. Clara mamou muito nesse dia (embora meu leite tenha diminuído bastante, quase secado nesses dias em que ela não mamou).
Na semana seguinte à minha chegada, tinha quase dez páginas de levantamento manuscrito para digitar. Tentei digitar tudo na segunda-feira. Foi muito esforço. Resultado: na terça estava com uma tendinite muito dolorida e tive que engessar a mão e tirar o resto da semana de atestado. Mais trabalho acumulado. Agora estou aqui, tentando colocar tudo em dia e tentando fazer um levantamento de uma empresa da Bahia à distância, pra não ter que viajar outra vez por enquanto, até porque quem está doente agora é o Mateus. Ele amanheceu com febre na segunda, foi diagnosticado com infecção de garganta, tomou duas injeções no mesmo bumbum (benzetacil e ampicilina) e agora não está nem agüentando caminhar. Além disso está super carente de mãe (chora todos os dias de manhã, quando vou deixá-lo na minha mãe antes de ir trabalhar).
Agora a reflexão: me perguntaram se valeu a pena ter tido filhos agora, que estou crescendo profissionalmente, viajando bastante pela empresa, tendo que deixar meus filhos em casa... respondi que sem eles eu não seria nem perto da profissional que sou hoje, que não teria ânimo para trabalhar, que tento ser a melhor no que faço por causa deles, meus filhos é que são minha inspiração. E lembrei de um post magnífico que minha prima Bárbara colocou no blog dela. Com vocês, Bárbara, mãe da Júlia:
"Ser ou não ser mãe?
Tenho visto nos últimos dias diversos posts e artigos em alguns sites diferentes falando sobre a livre escolha da mulher de ser ou não mãe, sobre a imposição da sociedade ou da família de que toda mulher deve ser mãe.
Antes de entrar no assunto, queria deixar bem claro que não sou a favor de qualquer tipo de imposição por parte da sociedade ou de quem quer que seja na escolha da mulher de ser ou não mãe. Esta é uma escolha para a vida toda e que envolve centenas de aspectos e concordo que deve ser uma escolha pensada e planejada.
Mas eu não poderia deixar de colocar minha história. Quem sabe ela pode ser útil para alguma mulher que esteja pensando nesta decisão.
Minha gravidez não foi planejada. Engravidei quando tinha 22 anos. E para falar a verdade ter um filho não estava nos meus planos pelo menos nos próximos 10 anos. Meus planos eram outros. Queria terminar a faculdade, passar em um concurso público. Desejava viajar, conhecer outros países. Queria ir para o Egito, Grécia, Itália. Queria também falar fluentemente o inglês. Comprar casa e carro também eram meus planos antes de ter filhos. Naquela época, eu gostava de dançar, de praia e cinema. Não perdia um só lançamento. Queria escrever um livro e conseguir publicá-lo. Amava ler, e o tempo dedicado à leitura era sagrado pra mim. Gostava de estar só muitas vezes, de meditar e refletir sobre a vida.
De repente eu me vi com com um exame positivo de gravidez na mão. A primeira coisa que veio na minha mente foi: E agora? E meus sonhos? E planos? Aquela não era hora de ser mãe. Mas passando aquele primeiro susto da descoberta, a alegria foi invadindo. E mesmo com um certo pesar, por acreditar, naquele momento, que eu tinha colocado tudo a perder, eu comecei a sentir uma imensa felicidade.
Quando a segurei nos braços pela primeira vez, eu senti algo que jamais imaginei que poderia existir. Um clímax de felicidade. A partir dali entendi o que é ser mãe e entendi principalmente que sim, aquele era o momento certo de ser mãe.
De lá pra cá, tudo na minha vida mudou praticamente. Lembra daqueles sonhos e projetos? Pois é, não realizei a maioria ainda. Sim ainda! Minha filha não foi o impedimento que pensei, ela é o gás, o combustível para eu correr atrás deles. E hoje, sonho tudo com ela. Claro que agora não tenho mais meu tempo sagrado de leitura, não vou ao cinema sempre e raramente saio para dançar. Dependo de muita gente para realizar minhas atividades diárias. Mas isso não é nada diante da imensa alegria que sinto por ela existir! E quando quero me divertir, tenho uma excelente companhia.
A maternidade não é um mar de rosas o tempo todo. Não é como na TV, filmes ou comerciais de margarina. É muito, é muito além de criar um filho. Problemas, dificuldades, desafios, sufoco. Seria muito mais fácil pra mim hoje trabalhar e estudar sem ter que chegar em casa e dar banho, janta, brincar, colocar para dormir, arrumar mochila. Seria muito mais fácil, guardar todo o meu dinheiro e investir em mim, na minha carreira. Mas é o amor que sinto? E as mudanças e valores que conquistei como pessoa?
Minha filha me ensinou mais coisas em 3 anos de vida do que aprendi em 22 de existência. Ela me ensinou a entender melhor minha mãe, a amar incondicionalmente, a ser mais paciente, mais tolerante, a me doar sem desejar nada em troca. Me ensinou a não desanimar, a não ficar triste por pequenas coisas. Me ensinou que meus problemas são pequenos e principalmente que tudo isso é maravilhoso.
Hoje quero ter outro filho. Quero passar por tudo de novo, enjoos, engordar, dor, parto, quero abrir mão de novo de muitas coisas, quero ficar dias sem dormir, trocar minha vida social por tardes vendo Galinha Pintadinha por dezena de vezes seguidas. Sim quero tudo de novo, a alegria de sentir um filho mexer em minha barriga, a maravilhosa sensação de amamentar, quero beijos banguelas, quero mãos macias que acariciando e vozes finas me chamando.
Eu sou mãe! E foi a melhor coisa que me aconteceu!"
Chorei a primeira vez que li este post e meus olhos enchem d'água todas as vezes em que o leio. É exatamente como me sinto, como penso.
Obrigada a todas vocês que tiveram paciência de ler esse super post de hoje!
Um beijo bem grande em cada uma!
Vou tentar contar por ordem dos acontecimentos. Relaxem que o post é grande!
Fui à Fortaleza para fazer o levantamento documental de um cliente nosso lá (pra quem não sabe, sou arquivista e trabalho em uma empresa que faz digitalização de documentos, dentre outras coisas). Fiquei apavorada com a idéia de passar 4 dias sem amamentar a Clara. Deixei ela mamar bastante até o último minuto. Na terça-feira 29/11, dia da minha viagem, ela acordou com febre. Meu vôo estava marcado para as 11h30 e 7h Thiago e eu estávamos com ela no hospital. Viraram ela de cabeço pra baixo e não encontraram nada (mas não pediram nenhum exame). O médico falou que poderia ser dente (estão nascendo os dois superiores) ou estomatite.
Viajei com o coração na mão, mas Thiago ficou com ela em casa todos os dias e se as coisas piorassem eu voltaria correndo (ou voando).
Não tive tempo nenhum de conhecer a cidade. Era do hotel para a empresa bem cedo e voltava à noite para o hotel. Não estava lá a passeio, queria fazer meu trabalho bem rápido para se precisasse voltar antes do tempo. As únicas fotos que tirei foram do terraço do hotel, onde ficava o restaurante onde eu tomava café da manhã todos os dias bem cedinho.
Era difícil me concentrar. Meu coração estava em Brasília, meus pensamentos também. Ligava pra casa toda hora pra saber notícias (foi um prejuízo de 200 reais em ligações). Na quarta ela ainda estava com febre, que passava após o antitérmico, depois voltava de novo. Na quinta ela piorou. A febre estava bem alta e ela teve uma crise (uma quase convulsão). Thiago correu com ela pro hospital. Depois de vários exames descobriram uma infecção urinária violenta nela. Tadinha, se tivessem pedido exame de urina desde a primeira consulta ela não teria ficado dois dias com febre... Falei com meus chefes e tentei antecipar minha volta, mas só conseguiram antecipar meu vôo umas 5 horas (viria na sexta à noite e anteciparam para sexta à tarde).
Foi horrível estar longe e não poder fazer nada. Mas a essa altura ela já estava medicada. O problema era outro: desde que eu viajei ela não dormia direito querendo mamar no peito (o Thiago disse que ela acordava toda hora chorando, me procurando). O Mateus só sentiu no último dia, que ele ficou meio tristinho. Nos outros dias ele ficou de boa, com minha mãe. Enfim, cheguei na sexta e quase chorei de emoção na sala de desembarque ao vê-los no vidro, tentando me ver. Clara mamou muito nesse dia (embora meu leite tenha diminuído bastante, quase secado nesses dias em que ela não mamou).
Na semana seguinte à minha chegada, tinha quase dez páginas de levantamento manuscrito para digitar. Tentei digitar tudo na segunda-feira. Foi muito esforço. Resultado: na terça estava com uma tendinite muito dolorida e tive que engessar a mão e tirar o resto da semana de atestado. Mais trabalho acumulado. Agora estou aqui, tentando colocar tudo em dia e tentando fazer um levantamento de uma empresa da Bahia à distância, pra não ter que viajar outra vez por enquanto, até porque quem está doente agora é o Mateus. Ele amanheceu com febre na segunda, foi diagnosticado com infecção de garganta, tomou duas injeções no mesmo bumbum (benzetacil e ampicilina) e agora não está nem agüentando caminhar. Além disso está super carente de mãe (chora todos os dias de manhã, quando vou deixá-lo na minha mãe antes de ir trabalhar).
Agora a reflexão: me perguntaram se valeu a pena ter tido filhos agora, que estou crescendo profissionalmente, viajando bastante pela empresa, tendo que deixar meus filhos em casa... respondi que sem eles eu não seria nem perto da profissional que sou hoje, que não teria ânimo para trabalhar, que tento ser a melhor no que faço por causa deles, meus filhos é que são minha inspiração. E lembrei de um post magnífico que minha prima Bárbara colocou no blog dela. Com vocês, Bárbara, mãe da Júlia:
"Ser ou não ser mãe?
Tenho visto nos últimos dias diversos posts e artigos em alguns sites diferentes falando sobre a livre escolha da mulher de ser ou não mãe, sobre a imposição da sociedade ou da família de que toda mulher deve ser mãe.
Antes de entrar no assunto, queria deixar bem claro que não sou a favor de qualquer tipo de imposição por parte da sociedade ou de quem quer que seja na escolha da mulher de ser ou não mãe. Esta é uma escolha para a vida toda e que envolve centenas de aspectos e concordo que deve ser uma escolha pensada e planejada.
Mas eu não poderia deixar de colocar minha história. Quem sabe ela pode ser útil para alguma mulher que esteja pensando nesta decisão.
Minha gravidez não foi planejada. Engravidei quando tinha 22 anos. E para falar a verdade ter um filho não estava nos meus planos pelo menos nos próximos 10 anos. Meus planos eram outros. Queria terminar a faculdade, passar em um concurso público. Desejava viajar, conhecer outros países. Queria ir para o Egito, Grécia, Itália. Queria também falar fluentemente o inglês. Comprar casa e carro também eram meus planos antes de ter filhos. Naquela época, eu gostava de dançar, de praia e cinema. Não perdia um só lançamento. Queria escrever um livro e conseguir publicá-lo. Amava ler, e o tempo dedicado à leitura era sagrado pra mim. Gostava de estar só muitas vezes, de meditar e refletir sobre a vida.
De repente eu me vi com com um exame positivo de gravidez na mão. A primeira coisa que veio na minha mente foi: E agora? E meus sonhos? E planos? Aquela não era hora de ser mãe. Mas passando aquele primeiro susto da descoberta, a alegria foi invadindo. E mesmo com um certo pesar, por acreditar, naquele momento, que eu tinha colocado tudo a perder, eu comecei a sentir uma imensa felicidade.
Quando a segurei nos braços pela primeira vez, eu senti algo que jamais imaginei que poderia existir. Um clímax de felicidade. A partir dali entendi o que é ser mãe e entendi principalmente que sim, aquele era o momento certo de ser mãe.
De lá pra cá, tudo na minha vida mudou praticamente. Lembra daqueles sonhos e projetos? Pois é, não realizei a maioria ainda. Sim ainda! Minha filha não foi o impedimento que pensei, ela é o gás, o combustível para eu correr atrás deles. E hoje, sonho tudo com ela. Claro que agora não tenho mais meu tempo sagrado de leitura, não vou ao cinema sempre e raramente saio para dançar. Dependo de muita gente para realizar minhas atividades diárias. Mas isso não é nada diante da imensa alegria que sinto por ela existir! E quando quero me divertir, tenho uma excelente companhia.
A maternidade não é um mar de rosas o tempo todo. Não é como na TV, filmes ou comerciais de margarina. É muito, é muito além de criar um filho. Problemas, dificuldades, desafios, sufoco. Seria muito mais fácil pra mim hoje trabalhar e estudar sem ter que chegar em casa e dar banho, janta, brincar, colocar para dormir, arrumar mochila. Seria muito mais fácil, guardar todo o meu dinheiro e investir em mim, na minha carreira. Mas é o amor que sinto? E as mudanças e valores que conquistei como pessoa?
Minha filha me ensinou mais coisas em 3 anos de vida do que aprendi em 22 de existência. Ela me ensinou a entender melhor minha mãe, a amar incondicionalmente, a ser mais paciente, mais tolerante, a me doar sem desejar nada em troca. Me ensinou a não desanimar, a não ficar triste por pequenas coisas. Me ensinou que meus problemas são pequenos e principalmente que tudo isso é maravilhoso.
Hoje quero ter outro filho. Quero passar por tudo de novo, enjoos, engordar, dor, parto, quero abrir mão de novo de muitas coisas, quero ficar dias sem dormir, trocar minha vida social por tardes vendo Galinha Pintadinha por dezena de vezes seguidas. Sim quero tudo de novo, a alegria de sentir um filho mexer em minha barriga, a maravilhosa sensação de amamentar, quero beijos banguelas, quero mãos macias que acariciando e vozes finas me chamando.
Eu sou mãe! E foi a melhor coisa que me aconteceu!"
Chorei a primeira vez que li este post e meus olhos enchem d'água todas as vezes em que o leio. É exatamente como me sinto, como penso.
Obrigada a todas vocês que tiveram paciência de ler esse super post de hoje!
Um beijo bem grande em cada uma!
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Feliz Aniversário, meu amor!
Que Deus lhe dê muita sabedoria e cubra de bênçãos sua vida. Te amo!
Amigas, semana passada estive em casa com o braço direito engessado por conta de uma tendinite. Agora que voltei ao batente, estou com trabalho acumulado até a tampa. Logo logo estarei de volta. Tenho muitas coisas pra contar pra vocês. Beijos com saudades!
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Em Fortaleza.
Estou aqui em Fortaleza-CE desde terça-feira. Meu coração e meus pensamentos estão em Brasília. Meus peitos estão explodindo de leite e eu não consigo fazer a ordenha. Clara ficou na mamadeira de Nan (que ela toma desde o nascimento por conta de uma cirurgia que fiz nos seios - redução- e o leite sai com dificuldade). Estou com o coração apertadinho de saudade e para não ficar pensando muito, trabalho, trabalho e trabalho, da hora em que acordo a hora de dormir. Mateus ficou com minha mãe e está bem, aparentemente entendendo tudo e aguardadndo a minha volta. Clara ficou com o pai e tem sentido mais. Obrigado pelos recadinhos. Conto tudo em detalhes na minha volta pra casa. Beijos grandes.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Desmame urgente da Clara!
Gente, to aqui me descabelando. Recebi uma ligação da empresa em que eu trabalho solicitando uma viagem minha na próxima terça-feira, retornando na sexta (4 dias ausente). É a primeira vez que vou fica tanto tempo longe dos meus filhos. O Mateus me preocupa menos, pois já dorme fora de casa, é acostumado a ficar longe de mim por um tempinho. Minha preocupação maior é a Clara, que nunca ficou mais de 8 horas longe de mim e ainda mama no peito!!! Ela mama quando eu chego do trabalho, depois antes de dormir às vezes durante a madrugada e sempre ao acordar. Sei que essas mamadas estão muito além da parte nutricional: ela são, acima de tudo, um vínculo emocional dela comigo (e de mim com ela) , psicológico e também uma forma dela dizer: mamãe, estava com saudade de você!!! Agora tenho apenas 5 dias para ir desacostumando-a à essas mamadas. Ai, como mãe sofre!!! Neste momento estou dividida entre ser mãe e ser mulher-profissional. Ainda estou aprendendo a distinguir as duas coisas, a separar. Não posso deixar de ser profissional. Sei que esta viagem me abrirá portas profissionalmente falando, sei que vou adquirir muita experiência. Nunca viajei a serviço, é minha primeira oportunidade e não posso perdê-la, preciso realizar um bom trabalho, até porque é com este emprego que eu sustento a mim e a meus filhos. Mas fico me sentindo (muito) culpada por deixar meus filhos pequenos por tantos dias (ta legal, nem são taaantos assim, mas quando se trata de um bebê de 10 meses acho muito mesmo). Não sei como desmamá-la em tão pouco tempo...
Vontade de chorar...
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Clara no Bebê Hipoglós 2011
Gente, vamos seguindo, tentando deixar as tristezas de lado. Como disse minha amiga Gaby, vou tentar focar nas minhas duas pedras preciosas.
Inscrevi a Clara no Bebê Hipoglós, e mesmo achando que é pura marmelada (tem bebê que com 3 dias de votação já tinha mais de 70 mil votos) vou fazer campanha por ela e mesmo que ela não consiga 70 mil votos, saberei que os votos que ela conseguir serão dados com muito carinho. Pra votar é só clicar aqui
Obrigada pelo carinho e pelo voto!
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Triste...
Fiquei um tempo sem postar não por falta de assunto. Tenho muita coisa pra falar dos meus “bebês”, porém, toda vez que abria o editor de texto me dava um branco danado, não conseguia digitar uma só palavra. Acredito que toda blogueira passa por fases assim. Ia fazer um post especial hoje, dia em que minha caçula faz 10 meses. Mas ontem uma coisa muito triste aconteceu, que me deixou triste, sem vontade de escrever: como todas sabem, morava na casa da minha avó (no mesmo lote) para economizar o dinheiro do aluguel e tentar colocar as prestações do carro em dia. Só que não deu certo: ela se metia na educação dos meus filhos, na minha vida e vivia aparecendo sem ser chamada (apesar de estarmos no mesmo lote, as casas eram separadas e eu precisava de um mínimo de privacidade). No dia da minha útima briga, resolvi me mudar de lá, e foi a melhor coisa que eu fiz. Só que minha avó não sabe receber um não, fez minha caveira para toda a família e umas coisas para me provocar. A última delas foi ontem. Ela tinha um cachorrinho que eu tinha dado a ela (ela que me pediu). Eu tinha um apego muito grande a ele, que confiava muito em mim (eu era a única, inclusive, a quem ele deixava que desse-lhe banho). Ontem minha avó chamou um primo meu (que é pau mandado dela) e mandou sacrificar o cachorro. Deu a desculpa de que não estava dando conta de cuidar dele (o cachorro não era nenhum são Bernardo, era um pinscher de 3kg!). Assassinaram o cachorro. Assim, do nada. Mandou meu primo levá-lo para uma chácara e sacrificá-lo. Meu Deus, quanta loucura!
Chorei muito ontem e hoje pois o cachorrinho confiava muito em mim e não houve nada que eu pudesse ter feito por ele. Nem levá-lo pra minha casa nova eu pude (a dona não permite animais). Só fiquei sabendo da crueldade depois que já tinha acontecido. Fico imaginando o desespero e o pavor do cão na hora de morrer, em um lugar que ele não conhecia, com pessoas que ele não conhecia, apavorado, indefeso. Não sei como ele foi sacrificado, acredito que tenha sido com uma paulada na cabeça. Mas eles vão pagar caro. A justiça Divina não falha. Nunca!
"A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem." ( Arthur Schopenhauer )
Chorei muito ontem e hoje pois o cachorrinho confiava muito em mim e não houve nada que eu pudesse ter feito por ele. Nem levá-lo pra minha casa nova eu pude (a dona não permite animais). Só fiquei sabendo da crueldade depois que já tinha acontecido. Fico imaginando o desespero e o pavor do cão na hora de morrer, em um lugar que ele não conhecia, com pessoas que ele não conhecia, apavorado, indefeso. Não sei como ele foi sacrificado, acredito que tenha sido com uma paulada na cabeça. Mas eles vão pagar caro. A justiça Divina não falha. Nunca!
"A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem." ( Arthur Schopenhauer )
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
"Os bons morrem jovens"
Ela fazia parte da minha equipe de trabalho. Menina jovem, esforçada dedicada, interessada, tinha um futuro lindo pela frente. Na terça-feira estava ótima, sorridente. Na quarta-feira foi ao hospital se sentindo mal. Quadro de infecção por bactéria. Na quinta o quadro se agravou, foi para a UTI e veio a óbito. Assim, em dois dias. Do nada. Ainda estão investigando a causa. Mas agora isso não é tão importante. Peço orações pela família, pelo jovem viúvo. Inacélia, vá em paz!
"É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais"
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desabafo
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Mais um filho? Não, obrigada!
Gente, este post era pra ser sobre a festinha, mas essa noite tive um sonho que me alertou e resolvi contar sobre isso aqui: sonhei que estava grávida de outro menino. Estava com um barrigão enorme e pensava assim: "ele está programado pra nascer em fevereiro, mas assim como a Clara, vou acabar entrando em trabalho de parto antes. Ele deve nascer em janeiro. 18 de Janeiro de 2013!" Ainda ficava preocupada em escolher um nome pra ele. Falava pro Thiago: como fui eu quem escolheu o nome da Clara, você escolhe o nome dele. E o Thiago respondia: "Arthur". Acordei alarmada!
Gente, ter muitos filhos nunca esteve em meus planos. No caso do Mateus, eu o planejei. Já estava com 6 anos de casada e 12 anos de relacionamento com o André. Não sei se o relógio biológico deu o alarme ou se foi a inconsciente tentativa de salvar um casamento que estava indo por água abaixo, mas parei de tomar a pílula e deixei acontecer. A tentativa de salvar o casamento com um filho fracassou (como sempre, isso nunca dá certo) mas eu ganhei o melhor presente que a vida tinha me dado até então. Hoje posso dizer que, de certa forma, meu casamento com o André não ter dado certo foi bom, pois me trouxe meu segundo presentão: a Clara. Ela não foi programada, eu tinha um filho de 1 ano e 3 meses para criar, quando conheci o Thiago. Mas aconteceu e foi maravilhoso que tenha acontecido. Hoje sou a grata mãe dos seres que vieram para preencher minha vida e me trazer a felicidade e a força que eu preciso para continuar em frente. Mas quero parar por aí.
Diferentemente do Thiago, que tem um monte de irmãos, eu não acho que onde come dois comem três. Até porque não é somente a questão de alimentar. É o que comer e o quanto comer. E isso depende do número de pessoas que tem que comer. Além disso, não é só a alimentação. É o que vestir, onde estudar. E o mais importante, é q qualidade de tempo que você pode dar para seus filhos. Se eu fosse dona-de-casa e tivesse muito dinheiro, poderia pensar em ter mais filhos. Mas trabalho fora, passo 11 horas por dia longe dos meus filhos, tenho de pagar gente pra ficar com eles e preciso dividir meu tempo com os dois. Ontem à noite, por exemplo, enquanto eu brincava de cavalinho com a Clara, o Mateus pedia colo. Detalhe: eu tinha acabado de brincar de bola com ele. Imagine se fossem três? Isso sem falar no meu tempo. Eu sinto falta do tempo em que eu tinha um pouquinho pra mim. Tipo ir ao salão, ler, assistir a um filme... sei que agora eles precisam muito de mim e que um dia vou poder voltar a fazer isso, mas que sinto falta, isso sim!
Por tudo isso, tenho me cuidado pra não engravidar novamente. Como andava esquecida de tomar a pílula (a Clara foi gerada assim), decidi tomar as injeções. São doloridas, têm muito hormônio, mas no momento é melhor do que ficar grávida novamente. Pensei no DIU, mas custa caro e não tenho como pagar agora (800,00 reais mais 300,00 para o médico colocar). Meus planos iniciais eram de fazer a laqueadura no parto, mas meu parto foi de emrgência (com 20 dias de antecedência do DPP entrei em trabalho de parto, de madrugada) e meu médico, que era quem tinha a autorização do plano de saúde para a laqueadura estava viajando e não consegui contato com ele. Neste momento, não tenho como fazer a laqueadura porque seria necessário um afastamento do trabalho por uns 15 dias e eu acabei de voltar da licença-maternidade. Pedir outra licença seria como pedir pra ser demitida. A última alternativa seria convercer o Thiago a fazer a vasectomia. Mas ele tem medo de não ficarmos juntos e, no caso da gente não ficar junto um dia, ele quer ter outro filho. Então, o que me resta fazer agora é conformar-me com as doloridas injeções mensais e com seus efeitos colaterais. Ser mulher é isso.
Fiquem com as imagens de um gostoso chamego após a troca de fralda.
Beijos em todas!
Gente, ter muitos filhos nunca esteve em meus planos. No caso do Mateus, eu o planejei. Já estava com 6 anos de casada e 12 anos de relacionamento com o André. Não sei se o relógio biológico deu o alarme ou se foi a inconsciente tentativa de salvar um casamento que estava indo por água abaixo, mas parei de tomar a pílula e deixei acontecer. A tentativa de salvar o casamento com um filho fracassou (como sempre, isso nunca dá certo) mas eu ganhei o melhor presente que a vida tinha me dado até então. Hoje posso dizer que, de certa forma, meu casamento com o André não ter dado certo foi bom, pois me trouxe meu segundo presentão: a Clara. Ela não foi programada, eu tinha um filho de 1 ano e 3 meses para criar, quando conheci o Thiago. Mas aconteceu e foi maravilhoso que tenha acontecido. Hoje sou a grata mãe dos seres que vieram para preencher minha vida e me trazer a felicidade e a força que eu preciso para continuar em frente. Mas quero parar por aí.
Diferentemente do Thiago, que tem um monte de irmãos, eu não acho que onde come dois comem três. Até porque não é somente a questão de alimentar. É o que comer e o quanto comer. E isso depende do número de pessoas que tem que comer. Além disso, não é só a alimentação. É o que vestir, onde estudar. E o mais importante, é q qualidade de tempo que você pode dar para seus filhos. Se eu fosse dona-de-casa e tivesse muito dinheiro, poderia pensar em ter mais filhos. Mas trabalho fora, passo 11 horas por dia longe dos meus filhos, tenho de pagar gente pra ficar com eles e preciso dividir meu tempo com os dois. Ontem à noite, por exemplo, enquanto eu brincava de cavalinho com a Clara, o Mateus pedia colo. Detalhe: eu tinha acabado de brincar de bola com ele. Imagine se fossem três? Isso sem falar no meu tempo. Eu sinto falta do tempo em que eu tinha um pouquinho pra mim. Tipo ir ao salão, ler, assistir a um filme... sei que agora eles precisam muito de mim e que um dia vou poder voltar a fazer isso, mas que sinto falta, isso sim!
Por tudo isso, tenho me cuidado pra não engravidar novamente. Como andava esquecida de tomar a pílula (a Clara foi gerada assim), decidi tomar as injeções. São doloridas, têm muito hormônio, mas no momento é melhor do que ficar grávida novamente. Pensei no DIU, mas custa caro e não tenho como pagar agora (800,00 reais mais 300,00 para o médico colocar). Meus planos iniciais eram de fazer a laqueadura no parto, mas meu parto foi de emrgência (com 20 dias de antecedência do DPP entrei em trabalho de parto, de madrugada) e meu médico, que era quem tinha a autorização do plano de saúde para a laqueadura estava viajando e não consegui contato com ele. Neste momento, não tenho como fazer a laqueadura porque seria necessário um afastamento do trabalho por uns 15 dias e eu acabei de voltar da licença-maternidade. Pedir outra licença seria como pedir pra ser demitida. A última alternativa seria convercer o Thiago a fazer a vasectomia. Mas ele tem medo de não ficarmos juntos e, no caso da gente não ficar junto um dia, ele quer ter outro filho. Então, o que me resta fazer agora é conformar-me com as doloridas injeções mensais e com seus efeitos colaterais. Ser mulher é isso.
Fiquem com as imagens de um gostoso chamego após a troca de fralda.
Beijos em todas!
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