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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mateus e sua dor de crescimento




Meu menino está com 4 anos e sua curva de crescimento está ligeiramente acima da média dos meninos de sua idade. Isso não é nenhuma vantagem a meu ver. Meu bichinho é sempre o último na fila da escolinha (que coloca as crianças em ordem de tamanho), veste roupas tamanho 8 anos e tenho medo dele ser barrado em brinquedos que limitam a idade (porque ninguém acredita que ele tem só 4 anos).
A útima desvantagem apareceu esta semana. Na segunda ele acordou reclamando de dores nas pernas, saiu da cama meio mancando (parecia um bebê com a fralda cheia de cocô, rs) e falando que estava com dores nas pernas. Não dei muita bola, achei que era por ter brincado bastante no dia anterior. No meio da tarde minha mãe me ligou dizendo que ele continuava reclamando de dores, deu analgésico pra ele, passou gelol e não o mandou para a escolinha. Pensei que no dia seguinte as dores cessariam, mas que nada, ele amanheceu pior. Levei-o então, ao médico. Depois dos exames veio o diagnóstico: dor de crescimento. Como assim Doutor? A única dor de crescimento que eu conhecia é a dor que a mãe sente ao ver seu bebezinho crescendo e saber que nunca mais vai poder pegá-lo no colo!!! Pois é, existe e é assim:

Quais  as principais características das dores de crescimento? 
As crianças e jovens reclamam de dores nos membros inferiores, ou seja, nos pés e nas pernas, no final da tarde ou à noite. São dores intensas, que podem ser diárias ou esporádicas. Uma história típica é a da criança que vai dormir bem e acorda chorando com dor. O exame clínico geralmente mostra que a criança não possui nenhuma doença aparente, nem possui sinais de inflamação articular. Apesar de não ter causa conhecida pela medicina nem consenso entre os pesquisadores, as dores do crescimento são reais. Trata-se de uma doença benigna, que some ao término do processo de crescimento, sem deixar sequelas. 
Existe  alguma forma de prevenir o problema, ou atenuá-lo?                           
Não há prevenção para dores do crescimento. Para atenuá-lo, durante as crises, a indicação é a ingestão de analgésicos e aplicação de massagens e compressas quentes. Cerca de um terço das crianças com dores do crescimento têm alívio apenas com a aplicação de compressas e massagens locais. Não há necessidade de tratamento preventivo.
 
No  momento em que a criança está sentindo dores, o que os pais devem fazer? A indicação é a ingestão de analgésicos e aplicação de massagens e compressas quentes. Cerca de um terço das crianças com dores do crescimento têm alívio apenas com a aplicação de compressas e massagens locais. Não há necessidade de tratamento preventivo.
E é isso! Meu bebê está na fase do estirão (que segundo o médico vai dos 4 aos 6 anos), os ossos crescem depressa demais e os músculos não conseguem acompanhar, levando a essas distensões musculares. Ele está em repouso já há 3 dias e está bem melhor!

Crescer dói!!! 


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A temida fase dos "porquês?"...


Meu príncipe entrou na fase dos porques. Não se cala um minuto. Dia desses, voltando de um passeio, ele ficou todo o percuso da vaolta (cerca de uma hora), perguntando um porque atrás do outro. são perguntas das mais variadas:

- Por que a gente tem dedos nos pés?
- Por que o Papai do Céu consegue ver tudo ao mesmo tempo?
- Por que o cérebro fica na barriga? (ao ver a foto de um intestino)
- Por que não existem mais cavaleiros com armaduras?

Algumas perguntas dele fazem todo sentido:

- Por que não tem cinto de segurança nos ônibus?

Todas as perguntas são difíceis de responder pois nem sempre encontro as palavras certas para que ele compreenda, tenho dificuldades no vocabulário dele, mas até agora, nenhuma pergunta tinha ficado sem resposta. Não tinha, até que ele me veio com a temida pergunta que até agora não respondi:

- Mamãe, por que tem um neném na sua barriga? Como ele foi parar aí dentro?

Fiquei muda por uns instantes, pensando. Pensei em falar da história da sementinha. Não falei porque com certeza, ele não iria parar por aí e iria perguntar mais e aprofundar a pergunta. Falei que ia comprar um livrinho pra ele com figuras que mostrariam, mais para ganhar tempo, pois nem sei se existem tais livros para crianças de 4 anos. Sei que tenho que pensar rápido numa resposta, ele não vai esperar tanto, na sua sede por descobrir as coisas...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Como estão Mateus e Clara?

Na verdade, queria estar bem assídua no blog. Só que demora pra eu conseguir acessá-lo e isso vai me deixando desmotivada para postar. Os posts vão se acumulando e eu vou me esquecendo do que tinha para escrever. Vou falar um pouquinho de como estão as crianças:

Mateus:




Meu lindão tá um rapaz! Prestativo quando está em casa comigo, mas quando tá na casa da avó fica birrento que só! Tá animado com a idéia de ter mais um irmaozinho(a). acabou de ganhar um irmãozinho, Miguel, filho do andré e fala muito nele.

Clara:



Uma princesinha! Está na escolinha há dois meses e a adaptação foi tão rápida que chorou no primeiro dia... pra não voltar pra casa! está muito ligada ao Mateus, é o ídolo dela!

Aprontam muito juntos, um minuto de descuido e já era a minha máscara facila, que paguei caríssimo! Não consegui nem brigar, quando vi, fui correndo pegar a máquina, rs..


E é isso! No próximo post vou tentar escrever sobre mim e a gestação, que hoje completa 18 semanas!

Beijos!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A primeira grande declaração de amor!!!


Deixei o Mateus, a pedido dele, na casa da minha mãe no domingo à tarde. Na hora em que eu estava indo embora, ele me chama, fazendo eu dar marcha-à ré no carro. Dei de cara com ele no portão, com o rostinho entre as grades, gritando:

"Mamãe, eu te amo do tamanho de um 'pédio'! Vai com Deus e sonha com os anjinhos!"

Morri!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

As novidades (aos poucos)...


               Eu me sentia na obrigação de voltar aqui. Mais do que na obrigação, na vontade mesmo. Muita vontade. Toda noite, antes de deitar, fico pensando no dia que se passou e sempre pensava: isso daria um belo post! Mas sempre me faltava tempo. Tempo e meios para postar, já que estou sem internet em casa e no trabalho, é um computador para 3 pessoas. Mas a vida estava passando e eu não estava deixando nada registrado. Então vou tentar voltar aos poucos.

               Nesses 7 meses muitas coisas aconteceram. Umas boas e outras ruins. Não vou me lembrar de tudo, mas do que marcou estão:

- Mateus entrou de vez na escolinha. Foi em março, ele estava com 3 anos e 2 meses e se adaptou super bem porque estava cheio de vontade de estudar e eu, que já havia visitado algumas escolinhas com ele, sempre ouvia: mamãe, quando eu vou para a”colinha”? Desde o primeiro dia ficou sozinho, sem chorar. Escolhi uma escolinha que fosse perto da casa da minha mãe (porque ele passa o dia lá), que fosse de médio porte (as escolinhas de pequeno porte me pareceram um tanto amadoras, e as de grande porte poderiam assustá-lo) e que tivesse um sistema de ensino bom (no caso desta, Sistema Mackenzie).

Também contou positivamente o número de alunos por sala (13) e o número de tias (2 por turma). Outra coisa de que eu gostei muito é que, apesar de ser uma escola religiosa, não ensinam a religião deles (protestantismo), e sim, ensinam valores e o cristianismo como um todo.

Porém, como tudo tem dois lados, o lado negativo da escolinha é que tem muito evento. Só esse ano já foram três teatrinhos e toda vez que isso acontece gastamos rios de dinheiro com o evento, fantasia, etc.. Gastamos uns 30% a mais no valor da mensalidade em cada evento... como as coisas lá em casa andam apertadas, isso é suficiente para atrapalhar todo planejamento com os gastos mensais... Fora isso, apesar de extremamente tímido, Mateus está evoluindo bastante: reconhece várias letras do alfabeto, reproduz algumas (inclusive a sua, M). Eis o primeiro boletim da escola:

“O Mateus chegou à nossa escola no meio do trimestre. A sua chegada à nossa escola trouxe muitas alegrias e expectativas à nossa turma em conhecer um novo aluno. Sua chegada foi tranquila, sua adaptação foi excelente. Durante o período em que observamos o Mateus, percebemos que ele é um aluno organizado, cuida dos seus pertences pessoais, colabora na organização da sala. Curte o momento da história, gosta da hora do lanche, sempre quer compartilhar o lanche com os colegas, gosta de cantar. É um aluno tranquilo e carinhoso. Porém é muito tímido, mas tem um bom convívio com seus colegas e professores.
Apesar de estar conosco há pouco tempo, ele já conhece a primeira letra do seu nome, as cores amarela e vermelha, possui noções de tamanho e conceito maior/menor, em cima/embaixo, igual/diferente, grande/pequeno e identifica a forma geométrica círculo.
Sua coordenação motora fina e grossa é ótima! Rasga papéis de tamanhos variados, anda em linha reta, engatinha, sobe e desce escada.
Com base nos objetivos trabalhados no trimestre, foi possível observar que o aluno Mateus apresenta bom desenvolvimento nas aulas de inglês. Realiza todas as tarefas passadas em sala. É um aluno calmo, interessado e um pouco tímido.
Participa com interesse tanto das aulas de Ensino Religioso como de Música. Reconhece a Bíblia como livro de Deus. Reconhece diferentes ritmos. Cumpre as tarefas, interage com os amigos, obedece aos comandos. Tem um bom desenvolvimento cognitvo.
Terei muita alegria em estar ao lado do Mateus no caminho do aprender e em ser sua professora.
 A minha expectativa durante o decorrer do ano é que o Mateus tenha um crescimento significativo. Agradecemos aos pais por confiar em nossa escola e em nossa equipe.
MATEUS, VOCÊ É UM ALUNO NOTA 10!”

Por favor, limpem a baba da mamãe aqui!!! (Vou ficar devendo as fotos dele na escolinha porque o computador aqui não reconhece a máquina e eu não consegui baixar as fotos).

- Outra coisa que nos marcou foi o falecimento da minha querida avó paterna, em abril. Ela já estava debilitada devido a um problema cardíaco e um tanto desgostosa com a vida que andava levando, sem poder fazer esforço, trabalhar... faleceu em casa, em um domingo pela manhã. Deixou muitas saudades e sempre que me lembro dela penso com carinho... levei Mateus ao velório. Não sei se fiz certo, mas acho que a partir de uma certa idade a criança deve começar a entender certos tipos de coisa. Não acho certo mentir para acriança dizendo que o ente querido “viajou” porque senão toda vez que alguém precisar viajar a criança pode entender que não vai mais voltar. E como ando viajando bastante a trabalho... Bom, ele se comportou direitinho, expliquei o que tinha acontecido. Porém, agora ele vive me perguntando se a Bisa (materna) vai morrer, se eu vou morrer... Outro dia ele pegou na minha bolsa a foto da minha falecida avózinha, olhou e falou: “mamãe, to com saudade da vó “cáninha” (carminha)”. Como acredito em vida após a morte, expliquei para ele aquilo em que acredito, numa linguagem para “crianças”. Ele se mostrou satisfeito com a explicação e demos o assunto por encerrado...

A Bisa Carminha no aniversário das crianças, em janeiro, ao lado do meu pai, minha madrasta com a Clara e meus irmãos:

Bisa Carminha visitando o Mateus, três dias após seu nascimento (não reparem eu estar de camisola, é só o que sabemos vestir no período do resguardo, rs):


Bom meninas, para começar é isso. Volto assim que puder com notícias da Clara sapequinha! Obrigada pela recepção carinhosa. Aos poucos vou atualizando tudo por aqui. Beijos!!!!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário Mateus!


Hoje foi um dia muito nostálgico pra mim. Faz três anos que me tornei mãe, e muitas coisas coisas se passaram na minha cabeça, foi como um filme e lembrei muito daquela terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (Quer relembrar comigo? Clique aqui).

Filho querido, meu pequeno príncipe, parabéns pelos seus 3 aninhos. Sou imensamente feliz por tê-lo como filho. Deus te abençoe infinitamente!!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Muitos acontecimentos!

Correria total por aqui, gente!

Vou tentar contar por ordem dos acontecimentos. Relaxem que o post é grande!

Fui à Fortaleza para fazer o levantamento documental de um cliente nosso lá (pra quem não sabe, sou arquivista e trabalho em uma empresa que faz digitalização de documentos, dentre outras coisas). Fiquei apavorada com a idéia de passar 4 dias sem amamentar a Clara. Deixei ela mamar bastante até o último minuto. Na terça-feira 29/11, dia da minha viagem, ela acordou com febre. Meu vôo estava marcado para as 11h30 e 7h Thiago e eu estávamos com ela no hospital. Viraram ela de cabeço pra baixo e não encontraram nada (mas não pediram nenhum exame). O médico falou que poderia ser dente (estão nascendo os dois superiores) ou estomatite.

Viajei com o coração na mão, mas Thiago ficou com ela em casa todos os dias e se as coisas piorassem eu voltaria correndo (ou voando).
Não tive tempo nenhum de conhecer a cidade. Era do hotel para a empresa bem cedo e voltava à noite para o hotel. Não estava lá a passeio, queria fazer meu trabalho bem rápido para se precisasse voltar antes do tempo. As únicas fotos que tirei foram do terraço do hotel, onde ficava o restaurante onde eu tomava café da manhã todos os dias bem cedinho.



Era difícil me concentrar. Meu coração estava em Brasília, meus pensamentos também. Ligava pra casa toda hora pra saber notícias (foi um prejuízo de 200 reais em ligações). Na quarta ela ainda estava com febre, que passava após o antitérmico, depois voltava de novo. Na quinta ela piorou. A febre estava bem alta e ela teve uma crise (uma quase convulsão). Thiago correu com ela pro hospital. Depois de vários exames descobriram uma infecção urinária violenta nela. Tadinha, se tivessem pedido exame de urina desde a primeira consulta ela não teria ficado dois dias com febre... Falei com meus chefes e tentei antecipar minha volta, mas só conseguiram antecipar meu vôo umas 5 horas (viria na sexta à noite e anteciparam para sexta à tarde).


Foi horrível estar longe e não poder fazer nada. Mas a essa altura ela já estava medicada. O problema era outro: desde que eu viajei ela não dormia direito querendo mamar no peito (o Thiago disse que ela acordava toda hora chorando, me procurando). O Mateus só sentiu no último dia, que ele ficou meio tristinho. Nos outros dias ele ficou de boa, com minha mãe. Enfim, cheguei na sexta e quase chorei de emoção na sala de desembarque ao vê-los no vidro, tentando me ver. Clara mamou muito nesse dia (embora meu leite tenha diminuído bastante, quase secado nesses dias em que ela não mamou).

Na semana seguinte à minha chegada, tinha quase dez páginas de levantamento manuscrito para digitar. Tentei digitar tudo na segunda-feira. Foi muito esforço. Resultado: na terça estava com uma tendinite muito dolorida e tive que engessar a mão e tirar o resto da semana de atestado. Mais trabalho acumulado. Agora estou aqui, tentando colocar tudo em dia e tentando fazer um levantamento de uma empresa da Bahia à distância, pra não ter que viajar outra vez por enquanto, até porque quem está doente agora é o Mateus. Ele amanheceu com febre na segunda, foi diagnosticado com infecção de garganta, tomou duas injeções no mesmo bumbum (benzetacil e ampicilina) e agora não está nem agüentando caminhar. Além disso está super carente de mãe (chora todos os dias de manhã, quando vou deixá-lo na minha mãe antes de ir trabalhar).

Agora a reflexão: me perguntaram se valeu a pena ter tido filhos agora, que estou crescendo profissionalmente, viajando bastante pela empresa, tendo que deixar meus filhos em casa... respondi que sem eles eu não seria nem perto da profissional que sou hoje, que não teria ânimo para trabalhar, que tento ser a melhor no que faço por causa deles, meus filhos é que são minha inspiração. E lembrei de um post magnífico que minha prima Bárbara colocou no blog dela. Com vocês, Bárbara, mãe da Júlia:

"Ser ou não ser mãe?

Tenho visto nos últimos dias diversos posts e artigos em alguns sites diferentes falando sobre a livre escolha da mulher de ser ou não mãe, sobre a imposição da sociedade ou da família de que toda mulher deve ser mãe.

Antes de entrar no assunto, queria deixar bem claro que não sou a favor de qualquer tipo de imposição por parte da sociedade ou de quem quer que seja na escolha da mulher de ser ou não mãe. Esta é uma escolha para a vida toda e que envolve centenas de aspectos e concordo que deve ser uma escolha pensada e planejada.

Mas eu não poderia deixar de colocar minha história. Quem sabe ela pode ser útil para alguma mulher que esteja pensando nesta decisão.

Minha gravidez não foi planejada. Engravidei quando tinha 22 anos. E para falar a verdade ter um filho não estava nos meus planos pelo menos nos próximos 10 anos. Meus planos eram outros. Queria terminar a faculdade, passar em um concurso público. Desejava viajar, conhecer outros países. Queria ir para o Egito, Grécia, Itália. Queria também falar fluentemente o inglês. Comprar casa e carro também eram meus planos antes de ter filhos. Naquela época, eu gostava de dançar, de praia e cinema. Não perdia um só lançamento. Queria escrever um livro e conseguir publicá-lo. Amava ler, e o tempo dedicado à leitura era sagrado pra mim. Gostava de estar só muitas vezes, de meditar e refletir sobre a vida.

De repente eu me vi com com um exame positivo de gravidez na mão. A primeira coisa que veio na minha mente foi: E agora? E meus sonhos? E planos? Aquela não era hora de ser mãe. Mas passando aquele primeiro susto da descoberta, a alegria foi invadindo. E mesmo com um certo pesar, por acreditar, naquele momento, que eu tinha colocado tudo a perder, eu comecei a sentir uma imensa felicidade.

Quando a segurei nos braços pela primeira vez, eu senti algo que jamais imaginei que poderia existir. Um clímax de felicidade. A partir dali entendi o que é ser mãe e entendi principalmente que sim, aquele era o momento certo de ser mãe.

De lá pra cá, tudo na minha vida mudou praticamente. Lembra daqueles sonhos e projetos? Pois é, não realizei a maioria ainda. Sim ainda! Minha filha não foi o impedimento que pensei, ela é o gás, o combustível para eu correr atrás deles. E hoje, sonho tudo com ela. Claro que agora não tenho mais meu tempo sagrado de leitura, não vou ao cinema sempre e raramente saio para dançar. Dependo de muita gente para realizar minhas atividades diárias. Mas isso não é nada diante da imensa alegria que sinto por ela existir! E quando quero me divertir, tenho uma excelente companhia.

A maternidade não é um mar de rosas o tempo todo. Não é como na TV, filmes ou comerciais de margarina. É muito, é muito além de criar um filho. Problemas, dificuldades, desafios, sufoco. Seria muito mais fácil pra mim hoje trabalhar e estudar sem ter que chegar em casa e dar banho, janta, brincar, colocar para dormir, arrumar mochila. Seria muito mais fácil, guardar todo o meu dinheiro e investir em mim, na minha carreira. Mas é o amor que sinto? E as mudanças e valores que conquistei como pessoa?

Minha filha me ensinou mais coisas em 3 anos de vida do que aprendi em 22 de existência. Ela me ensinou a entender melhor minha mãe, a amar incondicionalmente, a ser mais paciente, mais tolerante, a me doar sem desejar nada em troca. Me ensinou a não desanimar, a não ficar triste por pequenas coisas. Me ensinou que meus problemas são pequenos e principalmente que tudo isso é maravilhoso.

Hoje quero ter outro filho. Quero passar por tudo de novo, enjoos, engordar, dor, parto, quero abrir mão de novo de muitas coisas, quero ficar dias sem dormir, trocar minha vida social por tardes vendo Galinha Pintadinha por dezena de vezes seguidas. Sim quero tudo de novo, a alegria de sentir um filho mexer em minha barriga, a maravilhosa sensação de amamentar, quero beijos banguelas, quero mãos macias que acariciando e vozes finas me chamando.

Eu sou mãe! E foi a melhor coisa que me aconteceu!"

Chorei a primeira vez que li este post e meus olhos enchem d'água todas as vezes em que o leio. É exatamente como me sinto, como penso.

Obrigada a todas vocês que tiveram paciência de ler esse super post de hoje!

Um beijo bem grande em cada uma!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Personalidades

Hoje quero falar um pouquinho da personalidade tão diferente de cada um dos meus filhos.


Mateus, o primogênito, 2 anos e 9 meses, é mais na dele. Calado, fechado, até que lhe ganhemos a confiança. Muito tímido com as pessoas que não são de seu círculo de convivência. É um custo pra mim fazer com que ele cumprimente as pessoas. Gosto de dizer que eu era assim quando pequena, muito na minha. Está na fase de testar minha autoridade e muitas vezes, quando a correção não funciona e o resultado é ter de colocá-lo no “cantinho do pensamento”, meu coração de mãe dói e fico pensando onde estou errando. Outro aspecto de sua personalidade é ser é muito espontâneo e sincero. Quando ele não gosta de alguém, chega e fala: não gosto de você. Mas também quando gosta, não quer mais desgrudar da pessoa e é um custo deixar a pessoa ir embora, abre o berreiro. É assim com o tio Paulo, namorado da minha irmã, por exemplo. Ah! e um dia desses saímos pra fazer não lembro o quê e na pressa fiz um rabo de cavalo bem alto na cabeça que não o agradou. Na hora ele disparou: “seu cabelo tá tão feio, eu não gosto assim!” Santa Sinceridade!


Clara, a caçulinha, 9 meses, é o oposto.


Muitíssimo simpática, até com quem nunca viu. Na fila da padaria, no mercado, na rua, sua especialidade é fazer amigos. Ri de tudo, pra tudo e pra todos, até pra quem não está olhando pra ela.


Mas também é muito persistente naquilo que quer, nunca se dá por vencida, o que já lhe rendeu alguns machucadinhos. E se lhe tiramos algo que não pode, dá birra, ralha e protesta muito. Esse é um comportamento que teremos um pouco de trabalho para corrigir.


No próximo post vou falar um pouco da festinha de aniversário.

Beijos e boa semana!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nosso dia das crianças!!!

Esse foi o primeiro dia das crianças com duas crianças. Comemoramos a semana inteira, não só no dia! Fomos ao shopping, ao parquinho e comemoramos em casa. O dilema foi o presente. Mateus queria um boneco que custa (pasmem!) R$ 300,00! É o tal Buzz Lightyear, do filme Toy Story.


Ele fala, interage com as crianças, pisca luzes, solta foguete (de mentirinha) e por esse preço também deve lavar, passar, cozinhar e colocar as crianças para dormir!
Bom, eu gostaria muito de ter R$ 300,00 sobrando para poder atender ao desejo do meu filho. Infelizmente, não tenho. Mas o bom é que ele deve aprender que a gente não pode ter tudo o que quer. Demos de presente alguns brinquedos de menor valor e ele também ficou bem feliz:

Fusca:

Relógio do Ben 10 (ele ama o Ben 10, embora eu não concorde que seja desenho para a faixa etária dele, porém, como ele fica na minha mãe e lá não tem tv a cabo, nem sempre ele assiste ao que eu quero) e dinossauros em miniatura (ele tá com mania de dinossauros por causa do desenho Dino Dan):


E a Clarinha bem, pra ela tudo é festa, ela ainda não entende, ficou bem feliz com seus presentinhos, rss:


Também fomos ao parquinho, quer ver o Mateus feliz é falar que vai levá-lo ao parquinho. Ele aproveitou bastante:


E pra encerrar as comemorações do dia das crianças, um mega sorrisão pra vocês:


Beijos grandes!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Falou "Mã"!!!!!!!!!

Ah!!! Ganhei meu dia! Clara soltou um "mã" ao acordar. Na hora não dei muita importância porque também estava acordando, meio lerda, mas depois fiquei lembrando e rindo sozinha. Aposto que foi intencional, que ela tentou me chamar! Mateus também falou "mamã" pouco antes dos noves meses (conto como foi neste post aqui). Thiago está um pouco enciumado, e duvida que seja mamãe! Thi, lamento muito! 1 x 0 pra mim, rss.
Este final de semana fomos passear no shopping. Fui trocar uma blusa que ficou apertada em mim (oi?) e aproveitamos pra passar no fliperama, Mateus adora (ele gosta mais de parquinhos ao ar livre e eu acho mais saudável, mas como aqui tem feito muito calor com sol forte pela manhã e muita chuva à tarde, não achei bom levá-los). Ele brincou tanto com o Thiago, que na hora de ir embora foi aquele escândalo.
Ele já havia chorado em público, mas chorar o tanto que ele chorou, no meio do shopping, nunca tinha acontecido. Fiquei sem ação, peguei-o no colo e conversei com ele, mas não adiantou muito, estava inconsolável. Já passaram por isso?
Beijão em todas e boa semana!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O primeiro dentinho!


Só para registrar: hoje, 8 meses e 1 semana depois, apontou o primeiro dentinho da Clara! Ainda não cosegui fotografar, mas quando conseguir, coloco as fotos. O primeiro dentinho do Mateus apontou quando ele não tinha nem 5 meses ainda (vejam aqui) e aos oito meses e meio, idade da Clara hoje, ele já tinha 8 dentes (vejam aqui)!!! Era muito sofrimento para meu pequeno. E foi outra coisa que a segunda maternidade me ensinou, como no caso da paciência para o engatinhar, foi a paciência para esperar o nascimento dos dentinhos. Confesso que torcia para demorar mais um pouco, pois sei da dificuldade que é para um bebê o nascimento dos dentinhos. Como não podia deixar de ser, veio acompanhada de diarréia. Fora isso, está tudo bem: sem febre nem irritação (por enquanto).
Outra coisa que quero deixar registrado aqui é o tanto que o Mateus anda apegado e carinhoso comigo. Mas isso é assunto para outro post!
Beijão em todas!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DESABAFO MATERNO


Meninas, desde ontem que queria vir escrever esta postagem mas toda vez que começava a escrever, começava a chorar e deixava pra lá. Vou explicar o que aconteceu: este final de semana, o Mateus foi dormir na casa do André. Domingo à tarde, minha mãe me ligou perguntado que horas ele iria voltar. Respondi que depois do jogo de futebol que o pai dele iria assistir. Daí minha mãe surtou, começou a falar pra eu não deixar, que o André iria assistir o jogo e não iria dar atenção ao menino (isso é verdade, mas na sentença de separação tem escrito que o André tem até as 20h do domingo para entregar o Mateus, não foi eu quem decidiu, foi o juiz) e que eu só estava deixando ele lá porque estou estressada e não quero ter trabalho com ele, que fico com ele por OBRIGAÇÃO. Nossa, meu mundo caiu e meu final de semana acabou ali.
Quem acompanha minha história sabe de tudo o que eu passei por ele. Quando ele nasceu, deixei de trabalhar pra cuidar única e exclusivamente dele. Enfrentei a depressão pós-parto por ele. Passei por um casamento onde eu não era amada por ele, pra que ele ficasse mais perto do pai. Voltei a trabalhar por ele, para dar o melhor pra ele. No começo da minha segunda gestação, não quis aceitar a gravidez por ele, porque não queria me dividir, queria que ele tivesse uma mãe só pra ele (dói escrever isso, mas foi o que aconteceu. Hoje me sinto muito culpada de ter sentido isso pela minha amada Clara). Já deixei de sair, de passear, de dormir, de comer pra que nada faltasse a ele. Pelos meus filhos eu mato um leão por dia. Nunca fiz e nunca teria coragem de fazer mal aos meus filhos. Enfrento tudo e qualquer um por eles. Nunca me senti OBRIGADA a ficar com eles. Fico por prazer, por amor, porque eles são as únicas pessoas capazes de fazer brotar a felicidade no meu coração. São meu acalento, minha força, meu sol. Sem o MEU Mateus e minha Clara eu não seria nada nem ninguém. Não os troco por nada nesse mundo, nem por farra, nem por balada, por nada. Mas escutar isso realmente me doeu (e ainda dói). Não que eu acredite que seja verdade, mas por que não consegui entender o porque passei essa impressão pra minha mãe...

Este era um post que seria só de fotos, da nossa felicidade na casa nova. Mas virou (mais) um desabafo. Bom saber que vocês me "escutam" e me entendem. Beijos grandes.
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